Benefícios da Vitamina K | Bayer, o Mundo das Vitaminas

Benefícios da Vitamina K | Bayer, o Mundo das Vitaminas

Funções no organismo

A vitamina K é importante para a síntese e função de vários fatores envolvidos na coagulação , assim como para a produção de tecido ósseo1.

Esta vitamina é essencial para a síntese da protrombina, uma proteína que converte o fibrinogénio solúvel em circulação no sangue numa proteína bastante insolúvel chamada fibrina , o componente principal de um coágulo sanguíneo3.

Fontes de vitamina K

Os alimentos mais ricos em vitamina K são os vegetais de folha verde (espinafres, brócolos, couves de bruxelas, espargos, etc.). Pode ser encontrada também em menores quantidades nas batatas, cenouras e carne1,2,5.

Estabilidade

A vitamina K1, filoquinona, é degradada lentamente pelo oxigénio e mais rapidamente pela luminosidade. É estável ao calor mas degrada-se na presença de bases5.

Carência em vitamina K

A carência em vitamina K é rara uma vez que esta vitamina está presente em diversos alimentos e as bactérias intestinais têm a capacidade de a produzir. No entanto, nos casos em que ocorre, pode resultar da diminuição no consumo das fontes alimentares que a contêm, diminuição da síntese pelas bactérias intestinais ou problemas na sua absorção (ex. patologias digestivas crónicas como a doença de Crohn ou doença celíaca )1.

No caso dos recém-nascidos, uma vez que o transporte de vitamina K através da placenta é reduzido, não têm bactérias intestinais produtoras de vitamina K e também não recebem vitamina K suficiente através do leite materno, existe um risco acrescido de carência nesta vitamina. Para evitar os efeitos secundários associados (que podem incluir hemorragia intracraniana), é recomendada a administração intramuscular de vitamina K1 no nascimento1,2,7.

A deficiência em vitamina K é considerada clinicamente relevante quando o tempo de protrombina aumenta significativamente, devido à diminuição da atividade da protrombina no sangue1.

Os sinais e sintomas de carência nesta vitamina caracterizam-se por hemorragias, mais concretamente: hemorragias nasais, gengivas a sangrar, sangue na urina, sangue nas fezes, fezes negras, ou fluxo menstrual mais abundante2.

Uma vez que a vitamina K também é necessária para a carboxilação da osteocalcina no tecido ósseo, a sua deficiência pode reduzir a mineralização óssea e contribuir para a osteoporose1.

Valor de Referência do Nutriente (VRN)1

* IA: ingestão adequada: não existem estudos que permitam estabelecer o VRN, mas estes valores garantem uma nutrição adequada.

Utilidade terapêutica

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) deve ser administrado 1 mg de vitamina K por via intramuscular a todos os recém-nascidos quando nascem, após a primeira hora durante a qual o bebé deve estar em contacto pele a pele com a mãe e a amamentação deve ser iniciada. Os recém-nascidos que necessitam de procedimentos cirúrgicos, recém-nascidos prematuros e aqueles que se sabe que estiveram expostos a medicação materna que interfere com a vitamina K, têm maior risco de hemorragia e por isso deve-lhes ser dada vitamina K8.

Sabe-se que a vitamina K é um cofator na carboxilação de várias proteínas , incluindo a osteocalcina , uma das principais proteínas do osso. Assim, no Japão e algumas partes de Ásia, é utilizada uma dose de 45mg de menaquinona (MK-4) para o tratamento da osteoporose1.

A vitamina K também é utilizada para reverter o efeito anticoagulante da varfarina . A varfarina é um fármaco anticoagulante com uma margem terapêutica estreita, que apresenta muitas interações com alimentos e outros medicamentos e tem um início de ação lento. Por todas estas razões, é preciso uma monitorização dos doentes que tomam este medicamento bem como um ajuste periódico de doses. Quando existem hemorragias em doentes a tomar varfarina , dependendo do valor de INR (índice que mostra o estado de coagulação do sangue) e da gravidade da hemorragia, opta-se pela administração de vitamina K pela via oral ou intravenosa9,10.

Precauções

Não são conhecidos casos de toxicidade associados a doses elevadas de vitamina K (nas formas K1 e K2). No entanto relativamente à forma sintética K3 pode existir interferência com a função da glutationa , o que pode resultar em stress oxidativo nas membranas celulares. Quando esta vitamina é utilizada através de injeção pode induzir toxicidade hepática, icterícia ou anemia hemolítica 2.

A vitamina K bloqueia a ação de alguns medicamentos usados em terapêuticas anticoagulantes (ex. varfarina ), podendo comprometer a sua eficácia. Assim, doentes a tomar estes medicamentos não devem tomar suplementos que contenham vitamina K ou comer alimentos muito ricos nesta vitamina1,2.

Os antibióticos de largo espectro (principalmente as cefalosporinas) podem conduzir a uma redução dos níveis de vitamina K ao eliminar uma grande quantidade de bactérias intestinais, uma fonte importante desta vitamina1,5.

Doses elevadas de vitamina A e E antagonizam a vitamina K, uma vez que a vitamina A interfere com a absorção de vitamina K enquanto a vitamina E pode interferir com a cascata de coagulação 2.

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